CÂMARA MUNICIPAL DE CRISTIANO OTONI - MG

 

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Curiosidades

 

Denominações

 

Origem da denominação "Engenho Velho"

             Quando foi construída a Estrada Real, o transporte era feito por tropa ou carro-de-boi. Devido à dificuldade para chegar a Ouro Preto, Mariana e outras cidades, sendo nossa região rica em madeiras de qualidade e com bastante água, com ocorrência de cachoeiras, resolveu-se montar um engenho movido à água, para fazer funcionar diversos equipamentos. A roda do engenho tinha um diâmetro de seis metros.

               O motivo da construção do engenho aqui em Cristiano Otoni foi para facilitar o transporte às principais cidades, e com o passar do tempo, foram descobertas novas técnicas, que possibilitaram a instalação de equipamentos deste tipo em outros locais, e o engenho acabou ficando abandonado. Daí as pessoas passaram a utilizar a denominação de Engenho Velho, para se referir ao local e à região onde o mesmo estava instalado, e até hoje é utilizada esta denominação naquela localidade.

Colaboração: Lorval Tavares Pacheco (Vavá)

 

Origem da denominação "Paraopeba" e do Cruzeiro daquela localidade

               A comitiva que vinha do Rio de Janeiro para Ouro Preto, ou vice-versa, tinha que atravessar o leito do rio. Segundo alguns historiadores, este curso de água ganhou o nome de Rio Paraopeba devido à grande quantidade de madeira com o nome de “opeba”.

               Devido às cheias, os que transitavam eram obrigados a parar neste local até que as águas abaixassem. Não existiam pontes, a travessia era feita pelo “val”, que era a denominação da parte do rio mais rasa, com cascalhos, o que possibilitava os animais atravessarem sem perigo de atolar.

               Às vezes ficavam meses acampados às margens do rio; então resolveram construir um Cruzeiro de pedra maciça, onde eles faziam suas orações. Em volta deste Cruzeiro havia um muro de pedra bem emparelhado, feito pelos escravos a picão (ferramenta para dar formato à pedra).

               Então decidiu-se derrubar algumas árvores para construir uma ponte; era uma madeira de qualidade, sem deformações. Ao colocarem a madeira no leito do rio, as águas a levaram, e então os que estavam no local gritaram: “pára o opeba!” Assim surgiu o nome de “Paraopeba”, e este Cruzeiro se encontra em Queluzito, porque o pároco da época exigiu que o levassem para lá; as autoridades da época não impediram e o transporte foi muito trabalhoso, utilizando a força humana e carro de bois, pela falta de recursos da época.

                Na realidade, a denominação “Paraopeba”, vem do Tupi-Guarani, que quer dizer: “rio de águas rasas”. Fica claro então que: “pára o opeba!” é uma lenda oriunda da imaginação popular, que também é cultura, pois talvez esta denominação seja regional, não havendo oficialmente nenhum tipo de madeira com este nome.

Colaboração: Lorval Tavares Pacheco (Vavá)

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